Apresente os conteúdos da sua aula por meio de vídeos e desperte a curiosidade dos seus alunos
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Os vídeos são uma fonte importante de informação e, embora atraiam a atenção dos estudantes na sala de aula, geralmente não são muito fáceis de ser encontrados. Mas não se preocupe se você está procurando alguns materiais para utilizar durante suas aulas de História. A Universia Brasil te apresenta a dois canais estrangeiros do Youtube que versam sobre os grandes acontecimentos, ora resumindo-os, ora fazendo compilando conteúdos para auxiliar na compreensão das matérias. Confira abaixo:
Além de tratar de fatos marcantes da história mundial, como a morte de Maria Antonieta e a tentativa de assassinato de Adolf Hitler durante a operação Valquíria, os criadores do canal Jeremy Payne e Clif Langston também se debruçam sobre curiosos relatos sobre cultura, tratando desde a criação dos biquínis até a história por detrás da obra “O Senhor dos Anéis”.
Há também quadros nos quais eles problematizam questões antigas atualmente e fazem projeções sobre o curso da humanidade caso alguns fatos tivessem ocorrido de modo diferente, como o que aconteceria se os estados sulistas tivessem ganhado a Guerra Civil Americana. Os vídeos são bem curtos e, por isso, não se aprofundam muito nos temas. No entanto, não deixam de ser uma boa opção para introduzir os tópicos ou iniciar uma aula de revisão.
Assista a seguir a um vídeo sobre a missão Apollo 11, no qual se imagina quais seriam as consequências se ela não tivesse sido um sucesso:
Com vídeos sobre importantes eventos do mundo, como a Revolução Mexicana e a participação do presidente americano Theodore Roosevelt durante a Guerra Russo-japonesa, este canal oferece materiais bastante relevantes para complementar sua aula. Navegar pela sua página pode ser um pouco complicado por existirem alguns filmes curtos sobre crianças, por isso é mais fácil encontrar os vídeos referentes à História na seção playlist, onde estão compilados materiais exclusivos deles e de outros canais.
Confira abaixo uma série de 10 vídeos da BBC que trata da Revolução Iraniana de 1979:
A 23 de Abril de 2005, o primeiro vídeo do Youtube, "Meet Me at the Zoo", com a participação do co-fundador Jawed Karim, foi carregado. Dez anos mais tarde, a plataforma de partilha de vídeos detém um poder que fez mudar o mundo - transformando a cultura pop, reescrevendo as regras da política, derrubando governos, redefinindo a natureza das notícias e expondo-nos a todos a coisas como "tweaking", "planking", Psy, Beiber e ao carro com o disfarce de tubarão no aspirador automático. Esta é a história de como tudo aconteceu numa única década.
Quem quiser complementar o conhecimento sobre a plataforma do YouTube essa matéria do Tecmundo é excelente: YouTube: a revolução começou. Conhecer a história da plataforma que mudou a forma como as pessoas adquirem e propagam conhecimento na rede e no mundo real é determinante para o sucesso de todo historiador que queira ter sucesso usando a ferramenta.
Bem uma fez me perguntaram sobre o fim do professor e se ele seria substituído pelo vídeo/plataforma, o tal do "Professor YouTube" e diante disso vale se questionar:
CONTEÚDO: De acordo com os professores que usam o youtube como plataforma de divulgação de material educacional, é a parte mais importante de uma videoaula. Paulo Jubilut diz que leva uma semana estudando um tema e preparando o roteiro. Daniel Ferretto conta que a vantagem é poder passar definir a melhor maneira de explicar o conteúdo de uma só vez, ao contrário das aulas presenciais, em que há distrações por parte dos alunos e tempo é sempre fixo, em geral de 50 minutos.
ESTRUTURA: 'Não tem segredo', diz a professora Carla Garcia, que usa a sala de aula de seu curso como estúdio na hora de gravar. As cadeiras são empilhadas e um fundo verde (o chroma key) é preso na lousa para que, na hora da pós-produção, a logomarca seja inserida. Não é preciso começar investindo muito nos equipamentos, dizem os docentes. Ferretto começou filmando no próprio quarto. Jubilut usava a webcam do laptop. Segundo eles, primeiro é melhor garantir que o conteúdo das aulas seja bom e interessante.
DURAÇÃO: Os professores divergem nesse ponto. Jubilut cita estudos que dizem que a duração ideal é de apenas nove minutos, mas defende que aulas interessantes podem chegar a ter até 35 minutos sem perder a taxa de retenção dos espectadores. Para Ferretto, há muitas aulas boas com mais de uma hora de duração. Já Carla afirma que aulas com mais de 15 minutos fazem com que o estudante perca a atenção, principalmente na época do vestibular, em que há muita coisa a estudar.
O ator britânico Jeremy Irons percorre o mundo para investigar os danos causados à natureza pelo volume de lixo produzido atualmente e como cada pessoa pode ajudar a evitar que a Terra se torne uma grande lixeira.
Esse documentário está sendo exibido pelo canal GNT e pode ser assistido abaixo está disponível em versão legendada em português no Dailymotion. Eu vi esse documentário varias vezes nos últimos dias. Fiquei chocado na primeira vez... e o impacto foi muito pior da segunda vez! Estamos no caminho errado e fazendo tudo errado! O nosso consumismo irá nos exterminar...
As palavras finais do documentário me deram alguma esperança. Há pouco tempo era comum beber e dirigir, fumar em locais públicos e usar cinto de segurança era coisa de tonto! Vamos chegar, muito em breve ao lixo zero!
Mas a pergunta que faço é: como?
Começarei a fazer a minha parte ainda hoje. Não acho que seja uma pessoa consumista e separo o meu lixo. Mas sinto que isso não é o bastante. Como professor e cidadão tenho que ir mais além!
Uma das primeiras coisas que podemos fazer é buscar dados sobre a situação do lixo e seu descarte na região onde moramos. Se alguém tiver algum resultado concreto e publicável, posta aqui no blog compartilhando conosco.
E na sua região como está a sua situação do lixo? Você sabe se na sua cidade existe coleta seletiva, aterro sanitário, lixão? Vamos procurar essas respostas e cobrar das autoridades medidas para mudar o cenário.
“Libertador” (The Liberator) retrata a impressionante história de Simón Bolívar, um herói que lutou contra o imperialismo espanhol que estava instaurado na América do Sul, no século XIX. Bolívar era venezuelano e ajudou a libertar da monarquia espanhola países como: Venezuela, Peru, Equador, Bolívia, Colômbia e Panamá.
Simon Bolívar é considerado um dos grandes mitos da história latino-americana, e basta irmos a alguns países vizinhos para enxergarmos pelas cidades diversas estátuas e monumentos em sua homenagem. Mas afinal, quem era esse homem que é tido como herói por boa parte da América? Contando um pouco da história desse líder revolucionário, O Libertador já pode ser considerado um grande marco na história do cinema venezuelano. O filme conta a vida de Simón Bolívar (1738 - 1830). Bolívar foi fundamental na luta da América Latina pela independência do Império Espanhol, e foi considerado um dos mais influentes políticos da história sul americana.
Em mais de cem batalhas, lutou Simón Bolivar contra o imperialismo espanhol que estava instaurado na América do Sul. O venezuelano promoveu campanhas militares em um território duas vezes maiores do que Alexandre, O Grande fez.Bolívar lutou em mais de 100 batalhas e percorreu mais de 12 mil quilômetros pela América, das terras quentes do norte do continente às geladas montanhas dos Andes. No começo do século 19, a Venezuela ainda era uma província do reino espanhol, fazendo parte de uma extensa área denominada Nova Granada, que comprimia desde o Peru até partes onde hoje é o Panamá.
A luta de Bolívar era justamente contra o império Espanhol, em nome da independência dessa imensa região. Ele queria uma América unida e livre de qualquer colonização, e por isso recebeu a alcunha de Libertador. Reunindo pessoas de diversas tribos e etnias, ele conseguiu formar um exército capaz de lutar de frente com as forças espanholas.
O filme começa mostrando o lado humano de Simon, um homem que era dono de vastas terras na região e que se apaixonou por Maria Teresa, duquesa espanhola, depois de ter ido à Europa para aprimorar seus estudos. Anos depois ele voltaria ao velho continente, onde decidiria de uma vez por todas que não descansaria enquanto não visse as terras da América livres do colonialismo.
Além dos esforços militares de Bolívar, “Libertador” também retrata fases de amor perdido e traições.
A primeira parte do filme mostra o lado família de Símon Bolívar e seu relacionamento apaixonado com a esposa, Maria Teresa (interpretada pela delicada Maria Valverde). Porém, tristes circunstâncias transformam a vida de Bolívar e um reencontro com seu antigo professor, em Paris, o coloca novamente no caminho revolucionário, do sonho de uma América do Sul independente.
Representante da Venezuela no Óscar de 2015, O Libertador já conseguiu uma façanha e tanto: ficar entre os nove finalistas ao prêmio de melhor filme estrangeiro. Com cenas extremamente realistas das batalhas, o filme é uma verdadeira superprodução e um dos filmes mais interessantes já feitos na América Latina. As atuações são excelentes, e o enredo segura o público até o fim, que sai do cinema admirado.
A história de Bolívar é repleta de contratempos e o filme não conseguiu percorrer todos eles com a dedicação necessária. Acredite se quiser, mas os 119 minutos de duração não bastaram. “Libertador” aborda brevemente as complicações da vida de Bolívar após se tornar um governante, mas a mensagem final do filme é tão nobre quanto a luta do personagem: existem algumas batalhas que valem a pena lutar.
Titulo: "Libertador" (The Liberator)
Direção: Alberto Arvelo
Ano: 2013
País: Venezuela/Espanha
Elenco: Édgar Ramírez, Danny Huston, Erich Wildpret e María Valverde
Um dos mais polêmicos filmes da cinematografia norte-americana, "O Nascimento de uma Nação" conta a saga de duas famílias, uma do norte e outra do sul em meio à guerra civil. O filme foi baseado na obra literária "The Clansman", de Thomas Dixon e chegou a estrear em Los Angeles com esse título. Um marco do cinema americano, o primeiro filme a contar uma história, é polêmico até hoje por causa do seu conteúdo racista, coloca a organização segregacionista Ku Klux Klan como a responsável pela restauração da política e do estilo de vida do sul após a derrota na guerra.
As sequências de batalhas são esplêndidas, ponto alto de um grande filme prejudicado por sua perspectiva política míope. O público e a imprensa ficaram fascinados pela audácia e qualidade do filme de D. W. Griffith. Nenhum outro filme havia tido tamanha repercussão, o que garantiu a Griffith o título de "pai do cinema". Esta foi a primeira grande produção cinematográfica, utilizando-se de todas as técnicas e recursos possíveis da época e que serviu como base para a criação da indústria cinematográfica de Hollywood.
Especialistas e críticos apontam o lançamento de O Nascimento de uma Nação, dirigido por D.W. Griffith, em março de 1915 nos Estados Unidos, como o início do domínio de Hollywood sobre o cinema mundial, a pedra fundamental do cinema norte-americano e, ao mesmo tempo, o início da maior controvérsia em toda a história da sétima arte.
Tido como o "pai do cinema" por mestres da arte tão diversos como Charles Chaplin, Orson Welles, Sergei Eisenstein e Glauber Rocha, Griffith filmou em O Nascimento de uma Nação a guerra civil americana (1860-1865) e contou uma história de amor, como um Romeu e Julieta, onde o casal é separado pelo Norte e pelo Sul. No meio disso tudo, a maior polêmica: o racismo contra negros. Nascido em 1875 e membro da aristocracia decadente do Sul derrotado na guerra, Griffith usou a parte final do filme para uma apologia infeliz à Ku Klux Klan.
"É muito difícil dissociar a importância que o filme tem para o cinema mundial e para Hollywood por seus avanços técnicos e de linguagem, da questão do racismo. Os americanos até hoje convivem com questões sociais muito complexas", afirmou ao Estado o especialista da Universidade de Londres, Melvyn Stokes.Para o professor Ismail Xavier, doutor em cinema pela USP e pós-doutor pela New York University, a combinação entre um grande filme e uma peça racista fez de O Nascimento de uma Nação um enorme sucesso de público, mas que também despertou grande polêmica. "Foi o primeiro filme a mostrar a importância do cinema para um debate de temas de grande impacto em nível nacional", disse. Xavier, que em 1984 escreveu o livro D.W.Griffith: O nascimento de um cinema, afirmou ao Estado que o filme foi fundamental na transferência da hegemonia do cinema, até então na Itália e na França, para os Estados Unidos, em meio à Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Quando o longa-metragem de Griffith chegou aos cinemas americanos, os grandes sucessos de público até então no país eram filmes estrangeiros, como os italianos Quo Vadis (1912) e Cabiria (1914). Tendo feito mais de 300 filmes de 10 a 15 minutos de duração entre 1907 e 1913, Griffith já tinha dominado algumas das principais técnicas da arte, além de ter criado outras.Foi o primeiro diretor a filmar no terreno vazio da Califórnia que depois seria chamado de Hollywood (em In Old California, de 1910), o primeiro a criticar a especulação dos mercados financeiros (A Corner in a Wheat, de 1909) e o primeiro a filmar histórias de máfia e perseguição policial a gângsteres (The Musketeer's in a Pig Alley, de 1912).
Um dos mais populares críticos do cinema americano, Roger Ebert, anotou em seu livro Grandes Filmes que em O Nascimento de uma Nação, Griffith reuniu e aperfeiçoou as primeiras descobertas da linguagem cinematográfica e suas técnicas influenciaram as estratégias visuais de praticamente todos os filmes produzidos desde então. "Tornaram-se tão conhecidas que nem as notamos. Por outro lado, nós nos alarmamos com as atitudes racistas que eram igualmente invisíveis para a maioria das plateias brancas de 1915".
Na entrevista ao Estado, Stokes afirma que O Nascimento de uma Nação teve importância social histórica ao ser a base de fundação dos movimentos populares de afirmação dos negros nos Estados Unidos. A maior e mais antiga das organizações de luta contra o racismo e pela igualdade dos direitos civis nos EUA, a NAACP, que tinha sido fundada pouco antes, em 1909, moveu grandes manifestações contra a exibição do filme, conseguindo proibir o lançamento em cidades importantes, como Chicago e Boston.A própria NAACP, que teria Martin Luther King como um de seus principais membros nos anos 1950 e 60, aponta que a luta contra filme de Griffith, 100 anos atrás, "ensinou o poder da publicidade" para a organização. Números da entidade apontam que o número de associados saltou de 9 mil pessoas, por volta de 1917, para quase 90 mil membros, apenas dois anos depois. "Ter um presidente negro na Casa Branca neste momento mostra o quanto as sociedades americana e mundial avançaram nesse último século. Quando o filme foi lançado, em 1915, ele foi exibido dentro da Casa Branca, para o então presidente Woodrow Wilson, que era branco e integrante da elite americana. As coisas mudaram muito", afirmou Stokes.
Bilhões de anos antes da existência dos dinossauros, e do próprio homem, o nosso planeta já estava cheio de vida. O oceano já era reino de organismos unicelulares, enquanto o ar trazia seres microscópicos como bactérias. Mas, de onde eles vieram? Como microrganismos de uma única célula foram capazes de gerar o ser humano? Como tudo começou? Trata-se de uma questão espiritual ou científica?
Estas e outras perguntas que intrigam a humanidade motivam discussões e aumentam o fascínio coletivo em torno de nossa própria existência.